Juliano Fraga em 23/03/09

Caros colegas e amigos, embora começamos um pouco atrasados, trago algumas velhas notícias, porém novas expectativas para os que vislumbram um futuro com mais sustentabilidade… Com um pequeno texto para posicioná-los sobre nosso panorama global.

O presidente dos EUA Barack Obama convidou o renomado físico americano Steven Chu para compor seu governo dispondo ao mesmo um budget de U$25 Bi para a área de renováveis. É como se tivéssemos perdido um pedaço da história desde o discurso de JFK sobre uma (r)Evolução Energética.  ( Link: https://www.youtube.com/watch?v=L5UZXiq4ZwA). Uma propaganda do Greenpeace com uma agência de publicidade

O Prêmio Nobel de Física Steven Chu citou o ex-Reitor da USP prof. José Goldemberg (vide entrevista sobre energia com o mesmo( Link: http://www.youtube.com/watch?v=d_ryNzTBykQ ), em seus discursos relevando o apreço pelo colega e amigo com quem desenvolveu um relatório (“Lighting the Way: Toward a Sustainable Energy Future”) juntamente com outros cientistas da área a pedido do IAC Link: http://www.interacademycouncil.net/24026.aspx, apresentado em Beijing em 22 de Outubro de 2007 sobre soluções energéticas. Vejo como uma boa aproximação com o Brasil e grandes oportunidades, é claro.

Basicamente o relatório trata de uma mudança de comportamento para que alcancemos uma sustentabilidade mínima. O inverso da mudança que foi sugerida na década de 50 como explica o vídeo desse site:  A História das Coisas (Link: http://www.unichem.com.br/videos.php?id_video=16), quando sugeriram o modelo de consumismo americano. Caros colegas, Sustentabilidade não se trata apenas de proteger o meio-ambiente, a mesma se baseia em três pilares bem definidos para cada projeto: deve ser rentável, deve se contemplar os riscos e impactos ambientais e devem ser comprovados benefícios para a sociedade.

O relatório citado evidencia ainda, que somente os investimentos em fontes renováveis não resolverão o problema do consumo de energia caso este não se alie aos programas de eficiência energética. Esse é o ponto crucial que países como a Dinamarca, Espanha, Alemanha estão trabalhando há décadas e o Japão já se dispõe a fazê-lo em maior escala. Acredito que a geração distribuída, em breve, será uma das soluções adotadas por nosso país bem como já é utilizada em larga escala em Portugal, Espanha e até no próprio EUA. Já existe jurisprudência em SP para a utilização, mas talvez a ANEEL se antecipe ao fato. Atualização: Encerrou em Novembro/2010 consulta pública sobre o tema.

Mas, voltando a questão do atual presidente dos EUA, minhas esperanças realmente se renovam na Agenda de Energia e Meio Ambiente direto da Casa Branca: http://www.whitehouse.gov/agenda/energy_and_environment/e minhas palavras além de tudo que aqui foi dito se resumem no texto apimentado postado por José Saramago: http://caderno.josesaramago.org/2009/01/20/

Cordialmente,

Juliano Fraga

Juliano Fraga em 10/03/09

Há mais de seis meses, levantando dados na internet para desenvolver um trabalho sobre energia eólica, me deparei com certa dificuldade de conseguir informações sobre o assunto.

Foram justamente as dificuldades que motivaram-me a desenvolver este projeto que tem como uma das principais funções disseminar conhecimento para os estudantes desta área tão promissora formada essencialmente por idealistas. A verdade caros colegas, é que nem sempre será encontrada a melhor fórmula de mensurar todo valor agregado dos nossos projetos diante dos atuais métodos de administração. Pois seria como tentar provar que momentos cruciais com nossos pais, filhos e netos não haveriam de ser mais importantes do que qualquer reunião de trabalho. A resposta e nosso maior argumento talvez esteja aí:  se não defendermos e acreditarmos nos nossos ideais, o que restará para eles?

Pode parecer utópico, mas as geleiras continuam a derreter de verdade. Não há terrorismo ecológico nisso e nem é preciso ser especialista para perceber essas mudanças… Contudo, ainda há esperança ao perceber que os preços de algumas fontes de energias alternativas estão competitivas onde há abundância de ventos e escassez de água…

Meus agradecimentos aos colegas e professores da turma de pós-graduandos em formas alternativas de energia da Universidade Federal de Lavras pelo aprendizado, aos amigos Ronaldo Alves e Armando Rozario por todas as suas contribuições…

Um grande abraço,

Juliano Fraga